O Papel da Educação: Processo Educacional e suas Funções na Sociedade

No
sentido amplo, educação é o processo que envolve a transformação de cada
indivíduo que vive em uma comunidade. Ela atua para o desenvolvimento mental e
moral da criança, tornando- o um adulto consciente e crítico, assim como uma
busca para aceitação dos objetivos coletivos e por assim dizer, encaixe na
sociedade. Não se pode dizer que a sua função é querer transmitir conhecimento,
pois este já existe, o correto é que a educação orienta e estimula o homem que
é um ser inacabado e em constante mudança, a percorrer um caminho onde irá
ampliar seu intelecto, estimulando a descobrir afinidades em áreas específicas
que deverão ser ocupadas pelo mesmo no futuro. Logo, a preocupação da educação
está em formar um tipo de homem. Estes tipos correspondem às exigências de
diferentes épocas, e até mesmo de mercado. O sentido de promover o
desenvolvimento do homem é o que o classifica como responsável para atender a
demanda e necessidades que sua comunidade precisa. Com isso, sua finalidade
primordial é tornar um homem culto e inseri-lo em determinada classe para que
esse retorno seja em benefícios para a sociedade.
A
educação é, por sua origem, seus objetivos e funções um fenômeno social,
estando relacionada ao contexto político, econômico, científico e cultural de
uma sociedade historicamente determinada. Por sua vez, ela interfere no meio
para tornar a comunidade com populantes desenvolvidos e aptos ao trabalho em
grupo. Com esse conceito, deduz-se que este processo evolui ao longo da
história de todas as sociedades, pois ela não é a mesma em todos os tempos, e
em todos os lugares, é um veículo no qual o homem se projeta para emergir no
meio educativo.
Temos um
papel social que se enquadra numa concepção determinada de mundo, a qual
determina os fins a serem atingidos pelo ato educativo, em conjunto com as
ideias dominantes dadas por parte da base hereditária de uma sociedade. A
educação escolar tem deixado seu foco principal ser o de formar discentes
capazes de serem inclusos nas áreas que atuem para o desenvolvimento
capitalístico, onde os professores, por sua vez, transformam-se em meros
executores de estratégias pré-determinadas, perdendo de vista a dimensão
política do processo educativo, e deixando de lado as discussões acerca do
“para que ensinar”, ou seja, essa defasagem acarreta em uma educação
primordialmente voltada para o mercado e depois para o desenvolvimento
intelectual do homem. Tais transformações, vem sendo transcendentes aos
conceitos utilizados no passado, onde a cultura era viabilizar conhecimento
para que o homem se tornasse um exemplo a seguir pelos demais, sua finalidade
estava em ser um cidadão que contribuísse para a sociedade e que estivesse preparado
para conviver e servir à ela. No entanto, hoje vemos que com essa questão da
contemporaneidade cada vez mais presente no cotidiano escolar, atender as
mazelas é o mesmo que designar uma educação inferior ao que é dada aos centros
onde se encontram pessoas com alto grau de comprometimento com a demanda a ser
atendida. A forma que a educação tomou está em educar para a vida e o poder que determinará a vida social. O
capitalismo fundiu-se à integridade da coletividade em aprender para si
próprio, destacando hoje o desvario humano em estar sempre à frente do próximo,
para assim obter uma melhor condição de vida. Contudo, essa é apenas uma das
faces atreladas ao sistema econômico capitalista; a educação formal não deixa
de ser importante para que haja continuidade na educação do ser humano que
pretende se firmar em uma área. Como sabemos, o ser humano é dinâmico e está
buscando sempre um meio para continuar evoluindo, esta educação formal, por
isso o conhecimento empírico que todos adquirem no convívio com a família até
certa idade, não basta para que o homem se estabeleça na sociedade. Então o que
se pede é o ingresso em uma instituição para que os saberes se ampliem, assim a
roda que gira e move a vida em sociedade não fica estagnada.
De acordo
com Gomes (2000), a educação nas sociedades primitivas acontecia, de modo
geral, por meio da socialização em atividades cotidianas, entre os membros das
gerações mais novas e também pelos adultos das comunidades.
Todavia
com as mudanças ocorridas na sociedade, seguidas de uma diversificação de
funções e tarefas, essa forma de educação tornou-se ineficiente. Isso significa
que as demandas de interesses e necessidades de uma sociedade mais povoada e
complexa não comportavam uma educação direta das novas gerações nas células
primárias de convivência: a família, o grupo de iguais, os centros ou grupos de
trabalhos e produção. (Gomes, 2000, p. 13)
Surgem
então, novas formas de efetivar o processo educacional de crianças e jovens.
Essas maneiras de educar as novas gerações vão além do contexto da sociedade
contemporânea, na qual a forma predominante de educação tem sido escolar; com
ênfase no ensino público, já que é a base que maioria da população adquire.
Entretanto, é preciso frisar que há aspectos consideráveis para um bom ensino
público: o diálogo professor x aluno, professor x pais, escola e comunidade,
instituição e profissionais de ensino. Esta deveria ser a base para o início de
um bom desempenho escolar. A vida dos alunos é necessariamente incorporada às
atividades que desenvolvem no período em que estão estudando, então é
impreterível que haja disposição, respeito e consideração por direitos e
deveres de cada um.
Enfim,
entende-se que a escola que é o local onde se formam atitudes, centralizando
modelar o comportamento humano, aperfeiçoando a ordem social articulando-se no
campo produtivo. A escola deve além de formar indivíduos competentes para o
mercado de trabalho, conseguir fazer com que haja uma produção de caráter
crítico-social em cada um que a frequenta. Se trata de um espaço onde o aluno
poderá perceber e tomar consciência a respeito de si mesmo, dos seus parceiros,
e de todo um conjunto de pessoas que o cercam diariamente. Nesse processo
educacional que tem início da infância até o longo de toda a vida humana, o
homem constrói gradativamente uma autoimagem de sujeito social, onde conhece a
si mesmo em um círculo de convívio com outras pessoas. Tendo conhecimento de
que o ensino em sua vida é algo mais que imposição para ser aceito em uma
sociedade, é justamente o que lhe torna um ser funcional, não apenas para
suprir necessidades alheias, ou ocupar um cargo futuro, mas também suprir sua
curiosidade acerca de determinados assuntos, logo que, ele não é apenas um ser
dinâmico, mas também curioso. O educar está
presente em toda a parte, para todos os tipos de pessoas. Isto se mantem vivo,
pois a humanidade utiliza isso como uma forma de cultivar a singularidade de um
povo, de uma família. É certo que há formas de concepções distintas do que seja
educar, porém, o importante é que mesmo nas piores condições há um tipo de
educação acontecendo, algo que nem mesmo os mais capacitados intelectualmente
podem negar.

Referências

CARO, S. M. P. e Guzzo, R. S. L. Educação social
e psicologia
. Campinas: Alínea, 2004.
GOHN, M. da G. Educação não-formal e
cultura política
. Campinas: Cortez, 2001.
Educação e seus conceitos < www.paraibanews.com/2008/01/08/conceito-de-educacao
> Acesso em: 19 de set, 2012.
Schafranski, Márcia Derbli. A Educação e as transformações da sociedade.

 

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