[RESENHA] A IDENTIDADE CULTURAL NA PÓS-MODERNIDADE

 

HALL, Stuart: A identidade cultural na pós-modernidade/
Stuart Hall; tradução Tomaz Tadeu da Silva. Guaracira Lopes Louro – 10. Ed. – Rio de Janeiro; DP&A, 2005.

Título original: The questionof cultural identity

Stuart Hall é hoje, no
Brasil, um reconhecidíssmo nome da cultura acadêmica. Um dos fundadores da
polêmica “pós-disciplina”, os Estados Culturais, Hall dirigiu o histórico
Centro de Birmingham em seu período mais produtivo. Jamaicano, vive na
Inglaterra desde 19551, onde é conhecido como um intelectual engajado nos
debates sobre as dimensões político – culturais da globalização, a política
nacional e os movimentos anti-racistas.

    No livro, de Hall retrata os
diversos conflitos de identidade cultural na modernidade. O autor faz
concepções e faz indagação a cerca do tema abordado. É um livro que nos leva a
um mundo que envolve nosso cotidiano, um mundo que pertencemos. Tentando
responder perguntas como: se há ou não crise de identidade, em que ela consiste
e quais suas consequências.

    Em torno do assunto
abordado, é possível notar a presença de um aspecto importante sobre a
identidade, que está relacionado ao caráter da mudança na modernidade tardia;
em particular, aos processos de mudança conhecido como “globalização”, onde
torna-se o foco deste processo. Os primeiros capítulos lidam com mudanças nos
conceitos de identidade e do sujeito. As partes seguintes estabelecem relação a
identidade cultural, aqueles aspectos pessoais que surgem do envolvimento do
ser humano com outros culturas étnicas, raciais, linguísticas, religiosas, e
acima de tudo, nacionais. É citado três concepções de identidade: o sujeito
iluminista que está baseado numa concepção de pessoas humanas como um indivíduo
totalmente centrado, unificado, dotado das capacidades de razão, consciência e
ação. O sujeito Sociológico que reflete a crescente complexidade do mundo
moderno e a consciência de que este núcleo interior do sujeito não era  o autônomo e auto-suficiente, mas era formado
na relação com outras pessoas importantes para ele. E por ultimo, o Sujeito
Pós-Moderno, conceituado como não tendo uma identidade fixa ou permanente. A
modernidade diferente das sociedades tradicionais que veneram e transmitem o
passado a cada geração, caracterizam-se pela mudança e deslocamentos. A partir
da Globalização, a interferência se multiplica na conceitualização da
identidade cultural, colocando-os, como sugere o autor, num jogo pela busca de
identidades, onde situações contraditórias são encontradas, e se cruzam
mutuamente.

      Hall diz em todos os
capítulos o que ele pretende explicar, e quais as conclusões serão tomadas após
a leitura. Durante todo o livro, ele faz breves referências de verbetes e
citações de grandes nomes da psicologia, estudos sociológicos e da literatura,
sem cair no erro de colocar os mesmos palavreados frequentemente usados no meio
acadêmico.  O autor lança ainda, o
desafio de analisar esse tal Sujeito Pós- Moderno citado na obra, e suas
identidades culturais de forma menos fixa e mais deslocada. Assim pode-se redimensionar
e reestruturar a figura do individuo, do sujeito e da própria sociedade.
Resenha feita por Ana Fabyely Kams


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