PLANEJANDO E DESENVOLVENDO O ENSINO DE GÊNEROS TEXTUAIS

O texto traz a discussão de como trabalhar o gênero em uma sequência didática. Então, partimos do questionamento “ Como ensinar a expressão oral e escrita?”, adiante é tratado sobre aspectos que logicamente responderão esta pergunta, e acrescentando tópicos que estão relacionados ao que deve conter numa sequência didática que será trabalhada com alunos de uma determinada série que apresente dificuldades em elaborar textos.

Primeiramente, é dito que há uma possibilidade de ensinar a escrever textos e a melhorar a desenvoltura da oratória oralmente em situações públicas, escolares e extraescolares. Para isso, devem-se criar contextos de produção precisos, efetuar atividades ou exercícios múltiplos e variados contribui na melhoria do entendimento com o aluno, possibilitando que eles apropriem-se das noções, técnicas e dos instrumentos necessários ao desenvolvimento de suas capacidades de expressão oral e escrita, tais situações estabelecem comunicação diversas.

Quanto ao procedimento da “Sequência didática”, dizemos que ela é como um conjunto de atividades escolares organizadas, de maneira sistemática, em torno de um gênero textual oral ou escrito. No qual, suas características principais estão são expressas num esquema que é utilizado como estrutura base, integrando à ela a: Apresentação da situação; Produção Inicial; Módulos e a Produção final. O desenvolvimento de uma sequência didática constitui em seu caráter de finalidade a intenção de ajudar o aluno a dominar melhor um gênero de texto, que lhe permita escrever ou falar de uma maneira mais adequada a uma dada situação de comunicação. Todo o trabalho escolar é (deveria ser) voltado para enfatizar este desenvolvimento com o gênero de forma espontânea, onde busque planejar aulas que melhores essa inadequação que o aluno tem ao escrever textos.

Para a realização da sequência didática é necessário partir do ponto inicial, onde se prepara um tema que o aluno já domine, e esse tema será elaborado por toda a classe. Esse é o papel central que age como reguladora da sequência, tanto para o aluno quanto para o professor. Os módulos são onde se faz abordagem dos problemas de produção dos alunos, para trata-los de forma que a classe entenda os elementos onde erraram. A ideia é trabalhar com um texto, e em seguida desconstruir a produção por partes, fazendo uma exposição sobre pontos críticos onde a maioria tem dificuldade. Após essa desconstrução do todo, é preferível que variem as atividades e os exercícios para melhor fixação do assunto. Essa alternância relaciona logicamente a leitura e escrita, para enriquecer o que vem sendo visto em sala de aula. Portanto, a sequencia é finalizada com a produção final, onde o professor pode observar do aluno o que ele já consegue por em prática, o que ele aprendeu a partir dos módulos separados. Essa produção permita que haja uma avaliação somativa, que é a constatação construtiva do que veio sendo melhorado pela classe durante toda a sequência didática.

Durante toda a produção realizada pelos alunos, o professor não pode deixar de trabalhar a ortografia. Porém, é um tipo novo, onde a sintaxe está presente, assim como os problemas encontrados pelos alunos ao escreverem textos, e isso não pode estar diretamente relacionado à questão dos gêneros textuais. Observa-se que estas unidades linguísticas são frequentes em certos tipos de gêneros, mas que em algumas situações não são adequadas para o uso, tanto quanto em outras, e as regras ortográficas sendo as mesmas em todo o texto o procedimento proposto existe que os alunos escrevam cada vez mais, para que assim visualizem os pontos onde comentem mais erros ortográficos. Este é um processo de aprendizagem evolutivo e também somativo, onde a tendência é a melhoria, logo que a presença do professor para auxiliar na confusão entre um gênero e outro se torna constante, o risco de errar e notar o porquê a utilização de tal termo não é viável naquele texto, é algo realmente que favorece no desenvolvimento da capacidade nesse domínio da escrita do aluno.

Portanto, este texto é apresentado aos acadêmicos no intuito de justificar a importância que é o desenvolvimento da Sequência Didática em sala de aula. Planejar é essencial para que não haja turbulência ao passar pelo processo de aprendizado, sendo que o professor deve sempre disponibilizar de conhecimento ou até mesmo ideias que mantenham o interesse do aluno ao que está sendo proposto em sala.

 

 

Referências:

Coleção de Livros Didáticos – Exprimir-se em francês – Sequências didáticas para o oral e a escrita -, organizada por Joaquim Dolz, Michèle Noverraz e Bernaud Scheneuwly, Edições de Boeck, 2001.



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