POESIA “FIXA” E POESIA “MÓVEL”

   
 A poesia, diferentemente da prosa, tende a perdurar independente de ter sido registrada e publicada. No entanto, surge uma distinção entre a poesia, teremos então a “fixa” e a “móvel“.
    A poesia fixa é constituída por poemas e versos que são decorados facilmente e assim, passados adiante.          
Um exemplo clássico de poesia fixa são as canções infantis e de ninar. Algumas dessas, muitos de nós aprendemos ainda criança, elas chegam a ter mais de 200 anos e ainda continuarão a ser cantadas por muitas gerações. Outros poemas fixos são os “cancioneiros” – histórias rimadas – com forte teor emotivo e sempre algum ensinamento.
   Ou seja, a poesia fixa é aquela que tende a se manter coesa em torno de um acontecimento através das inúmeras repetições, ao longo dos anos.
    A poesia móvel, é outra modalidade de expressão poética popular, são aquelas produzidas no momento, esporadicamente. Temos como um exemplo delas, os chamados “repentes“, que são improvisações de poetas, geralmente cantadores, sós ou em duplas, e que encantam os ouvintes pela rapidez da formação dos versos e da certeza com que os exprimem.
    É importante saber que, raramente esta poesia produzida espontaneamente é registrada e praticamente sempre se perde ao longo do tempo. Mas como há muitos poetas dispostos e com criatividade para produzir novas histórias, não é algo que se note a falta.
    Com a existência de vários poetas, é comum haver desafios, que são verdadeiras batalhas poéticas, no qual se vence aquele que possuir mais habilidade de continuar com a história que o outro iniciou, dando um toque de amistosidade no enredo, aonde tudo pode acontecer, logo que é produzido por duas pessoas instantaneamente.

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