A Poesia como Manifestação Popular

Dentro da literatura popular e erudita são apresentadas a poesia e
a prosa. Essas manifestações foram os principais meios de comunicação entre as
camadas populares, sendo que, no Brasil, grande parte dos poetas adveio da
região nordestina. Nesse sentido, temos a literatura de cordel com uma expressão popular, com origem na oralidade, mas, a partir de 1983,
transitou para o campo da escrita. Diante dessas considerações, o pano de fundo
para a nossa reflexão é apontar, na literatura de cordel, as marcas da
oralidade na transposição dos textos orais para o universo da escrita. 

“Quando
a gente começa a estudar qualquer literatura, seja grega, inglesa, alemã,
portuguesa ou indiana, sempre se encontram, na parte inicial, quase que
exclusivamente manifestações poéticas.” (Luyten, 1988, p.12)
Em
principio, com as palavras de Luyten (1988), temos a
ideia de que a cultura popular se dá em sociedades onde há elite e povo,
participando de manifestações comuns, como língua, religião, e etc. Eventualmente,
essas manifestações ocorrem em sua maioria de forma oral. Por isso, foi
comentado um pouco do histórico das manifestações populacionais, que eram
levadas a lugares públicos, e mobilização uma legião de cidadão que até aquela
época, em sua grande maioria, eram iletradas, eram envolvidos pela poesia
realizada oralmente.
E embora houvesse um despendimento quanto às visões dos eruditos
para a literatura popular. A massa ganhou voz e chegou à classe burguesa fazendo
um longo estrondo no meio literário da época. A Poesia estava no auge e por ser
desenvolvida de forma oral por longos anos, surgiu a necessidade dela se fazer
escrita, no entanto, antes disso, outro gênero entrou em cena: A prosa. Esses
dois gêneros incluem-se nas manifestações populares, porém a poesia estava um
passo à frente da prosa, porque tinha maior liberdade de expressão, não era um
gênero fechado. Na sua forma oral, a poesia se fez um meio de comunicação aonde
se repassavam informações entre as pessoas, entre gerações, e a cada vez que
seus versos eram transmitidos, eles chegavam com um acréscimo feito por aquela
última pessoa que o disse. Dessa forma, possuía inúmeras formas de ser
contada/cantada as histórias, os versos; ao passo que a prosa estava inerte à
escrita, seguindo regras e impondo apenas uma versão ao leitor. Mas além disso,
a poesia e a prosa se tornaram um elo de ligação entre a elite e o povo; duas
classes distintas, mas que estava sempre em contato com a outra, recebendo e
repassando o que recebia, assim é que a literatura popular adentrou as camadas
burocráticas e elitizadas.
A comunicação a nível popular, significa troca de informações,
experiências, fantasias; analfabeto e iletrado não é um ignorante. Enquanto
para a elite, os eruditos possuíam o poder de classificar o que era arte
literária, devido ao seu conhecimento, na literatura popular, os participantes
eram os poetas do povo, na maioria das vezes, uma pessoa com pouco conhecimento
linguístico, mas rico em histórias, em experiências. Essas pessoas transpunham
o que sabiam para os demais, e aqueles que conheciam as rimas e o faziam de
forma magnífica sem nem ao menos ter frequentado uma escola, se tornou símbolo
desta literatura, por vezes marginalizada.
Por fim, a Literatura de Cordel foi um resultado dessa poesia
oral, que se desenvolveu sumariamente na oralidade, e depois evoluiu para a
escrita.  Aquelas vozes populares
conhecidas nas praças e feiras, tomaram corpo, 
foram impressas em papel e tornaram a ser vendidas nas praças e feiras.
Mas mesmo tendo perdido a desenvoltura no ato da fala, do poeta ao ouvinte,
ainda é possível ver as marcas orais muito fortes presentes na sua forma
impressa: uma expressão de conversa informal, a interação do autor com o
leitor, linguajar coloquial, uma estrutura meramente poética, são alguns dos
exemplos que foi colocado nesta comunicação, cujo tema faz parte do meu Trabalho
de Conclusão de Curso. 

Deem uma olhada no slide da apresentação!

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