[Sessão Poesia] Ed.: n°1: Visões, eternas visões






Visões, eternas visões
 ( Daniel Silva)
Vi rios a correr na minha emoção

Renovando-me sempiterno

No mesmo curso, novas todas as coisas se fizeram

Nada mais seria igual tal como era

Vi sonhos alimentando a minha existência

Aplacando em mim “fomes eternas”

Vi mãos com precisão cirúrgica a tecer um ninho de amor

Era meu amor aquecendo o meu inverno

Não vi nenhum absorto pesar

De veludo nossos corpos parafraseando Shakespeare ao luar

Versos métricos tais, perdidos no olhar

Não havia fome ali senão de amor, não havia sede senão de desejos

Tudo transcendeu do imaginável a “confissões metafísicas de nós”

Tudo, tudo; tornou-se a ser mágico num plácido raio de luz

Onde descortinados, desnudos nossos corpos reluzem

Carícias, volúpias, quimeras, quiçá

E tudo, tudo coube ali, naquele segundo “fermata” de amar
Daniel Silva é poeta, cantor, compositor, músico e professor de Língua Portuguesa e Espanhola. Mora em Boa Vista, RR e em breve lançará seu livro com mais poemas.
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