A DOMINAÇÃO FUNCIONAL DOS ELEMENTOS SINTÁTICOS: O CASO DA SUBORDINAÇÃO E COORDENAÇÃO

Ao
longo da discussão sobre função e functivos, ou conectivos, há maneiras
distintas para o entendimento da palavra função
que são mostradas. Partindo deste
pressuposto, é possível chegar ao elemento que exerce fundamental importância
na relação entre o emprego dentro da sintaxe, entretanto, há acréscimos na
especificação quanto ao sujeito, predicado, objeto, agente, paciente,
destinatário da ação que refutará todo a raciocínio quanto à caracterização da
ação e o ser.

Em
suma, o termo função exclui a potencialidade de aplicação apenas em elementos que
se relacionam, mas sim um conjunto de relações que irá atribuir ao objeto. A
observação maior vai para o fato de que o objeto considerado deve articular-se
e inferir relações de dependências, as chamadas funções. 
Portanto, a
identificação das funções consistirá, na verificação da pressuposição. É
possível que haja cadeias sintagmáticas com conectivos, assim, a catálise
reforça e leva-nos a identificar o que está faltando, dessa forma, teremos os
conectivos, que conhecemos como elementos elípticos. De acordo com sua
utilização, a catálise, juntamente com seu valor substantivo, não ocasiona na
concretização da pressuposição em um dado substantivo.
As
relações estão ligadas aos mecanismos de estruturação sintática. Essa relação
faz jus a dependência que se estabelece entre dois elementos que se articulam.
Essa estruturação coloca na língua portuguesa os complementos e adjuntos
adverbiais e do nome à direita do verbo, assim, os componentes ficam
organizados em partes functivos.
 A subordinação explicita a função dos
conectivos, atuando como constituintes imediatos da unidade. Consequentemente,
a subordinação é constituída por função sintática diferente da função do
elemento preexistente com que se articula. E a coordenação possibilita a troca
de elementos, podendo ser por acréscimos de conjunção.

Com isso,
os temas abordados retratam a pertinência destes elementos na estruturação
sintática que realizamos. Em decorrência do frequente uso da gramática, alguns
a veem como um caminho rodeado de regras, no entanto, há inúmeras menções no
seu interior que engendram a utilização de meios para se trabalhar com ela,
além da forma que conhecemos. Isto é, as funções inferem o conhecimento para
construção e formulação dos sintagmas, mas há uma gama de possibilidades que
podem ser inseridas dentro da estrutura, podendo dar um ar de ambiguidade, uma
alteração no sentido, uma ilusão visual, enfim, uma verdadeira brincadeira com
as palavras, assim poetas como Olavo Bilac criavam novas ocorrências
gramaticais. 
O efeito humorístico é algo que restitui elemento coordenado que
rompe com a coerência semântica de uma sequência, e com isso, autores como
Machado de Assis e Guimarães Rosa faziam com frequências em suas obras,
conhecidas por toque irônico e de visão amarga. Ou seja, o sentido pode ser
construído ou destituído de sua real forma de acordo com a localização das funções
ativas no elemento.


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