Aspectos fundamentais da teoria de Vygotsky


‘O Fenômeno
Psicológico é Simultaneamente:

 Instrumental,
Subjetivo, Cultural e Histórico’
Falar da psicologia
Sócio-Histórica é falar de Vygotsky e sua ambição de superar certezas que a
psicologia produziu desde Wundt. Em Vygotsky o fenômeno psicológico, objeto de
estudo desde o nascimento da psicologia, caracterizou-se como algo abstrato e
natural no ser humano. Para ele as várias outras filosofias fizeram do fenômeno
psicológico algo existente nos sujeitos independente de suas vivências (experiências),
ou seja, o homem sonharia, pensaria, sentiria, desejaria, seria consciente ou
não disso, simplesmente porque sua condição de animal de determinada espécie o
permitiria. O fenômeno psicológico já estaria dado, em cada ser, não importando
o seu surgimento, mas sim seu desenvolvimento.
Do contrário, Lev concebe
esse fenômeno como uma experiência pessoal que se constitui no coletivo e na
cultura, atribui-se então à sua obra o surgimento do conceito de cultura que
conhecemos hoje. Para a ‘Sócio Histórica’,
a subjetividade não está dada como um a priori,
senão como uma conquista humana a partir de suas atividade e intervenção
transformadoras sobre o mundo. Para tal, estuda o ser humano e sua psique como construções históricas e sociais da humanidade. Portanto, a psicologia ‘vygotskiana’ valorizou
diferenciadamente a pessoa do professor e da educação pública, pois acreditava
que das relações sociais, o homem constrói sua identidade e, não só constrói
como também se estabelece como cidadão transformador de sua realidade e da
realidade coletiva.
Sendo assim, a parte mais conhecida da extensa obra produzida por
Vygotsky em seu curto tempo de vida converge para o foco central da
transformação do ser humano como pessoa que se conhece e conhece seus
antepassados historicamente por meio de suas interações, isto é, Vygotsky
atribuía um papel preponderante às relações entre indivíduo e indivíduo nesse
processo, tanto que a corrente pedagógica que se originou de seu pensamento é
chamada de socioconstrutivismo ou sociointeracionismo. Dessa forma, sua máxima
está em: o fenômeno psicológico é simultaneamente instrumental, subjetivo,
cultural e histórico.
Instrumental porque o trabalho como atividade humana busca a
sobrevivência, e através de instrumentos de intervenção no meio, conseguimos
subsistir como espécie transformadora de realidades. Subjetivo, pois cada ser
constrói sua identidade em decorrência de suas experiências nesse universo
interacionista. Por conseguinte, cultural e histórico, pois a partir dessas
relações (homem-ambiente-experiência-homem), existe algo a se contar no tempo e
no espaço dos construtos psicológicos deixados por assim dizer desse, “animal
político”, no decorrer das gerações.

Em virtude dos fatos acima citados e versando sobre o tema: o fenômeno psicológico como instrumental,
subjetivo, cultural e histórico,
O psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934)
morreu há mais de 70 anos de tuberculose, mas sua obra ainda está em pleno
processo de descoberta e debate em vários pontos do mundo, incluindo o Brasil.
Foi um pensador complexo e tocou em muitos pontos delicados da psicologia
humana que reflete até hoje na pedagogia sociointeracionista. Como professor,
desejo seguir seus preceitos, pois é de muita valia para uma boa relação
docente-discente-social.
Dissertação
feita por Daniel Silva, aluno do curso de Letras com habilitação em Espanhol da
Universidade Estadual de Roraima.



Sobre a Autora

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