[INDICALIVROS] Razão e Sensibilidade – Jane Austen

 

 

Razão e sensibilidade, romance da escritora inglesa Jane Austen (a mesma autora de Orgulho e Preconceito, sua obra mais conhecida), não é um romance desses feitos de bordões, nem menos, daquele repleto de citações que mereceriam virar essas famosas frases de seus respectivos autores, muito comumente utilizadas pelas redes sociais. Não. É uma narrativa contínua, linear, e, que quanto mais avança-se, mais a atenção do leitor se prende.

A estória se passa, creio eu, em meados do século XVI para o XVII, onde por exemplo não haviam, meios de transporte como trens ou carros, sendo considerado luxo, o uso de carruagens para a locomoção. A sociedade era fortemente marcada como patriarcal, e, a todo instante como leitora, tinha essa nítida sensação de realmente ter voltado no tempo, com direito a imagens de paisagens bucólicas, espetaculares.

Pode-se notar inclusive que o passar do próprio tempo em si, dava a sensação de um transcorrer calmo, onde por exemplo a comunicação por cartas e bilhetes, era considerada como o normal para a época.

Bem, até aqui vocês talvez me perguntem: E a estória? Cadê a estória?? Calma gente, calma, pois o que mais há nesse romance é uma estória de arrebatadores romances com direito a cada detalhe do que até as próprias personagens pensavam…

Pois bem. Razão e Sensibilidade (que nos dias de hoje até já encontrei pelo título ”Razão e Sentimento”), com tradução de Therezinha Monteiro Deutsch, conta as iniciais desventuras financeiras, sofridas pela família dos Dashwood, composta pelo sr. e sra. Dashwood e por suas filhas Elinor, Marianne e a mais nova Margaret, após descobrirem que o tio do sr. Dashwood, deixara metade de sua mansão em Norland Park, onde todos até então viviam, para o seu neto (neto do tio do sr. Dashwood), e a outra metade para o único filho do casamento anterior do sr. Dashwood, John Dashwood.

Havendo o sr. Dashwood falencendo um ano após a morte do seu tio, fazendo com que John, prometesse que amapararia a sra. Dashwood e suas meio irmãs, no leito de sua morte (do sr. Dashwood).

No entanto, logo após a morte do sogro, a sra. John Dashwood (Fanny Ferrars), instalara-se na mansão de Norland Park, e, não apenas gera um clima de conflito, pois até então a dona da mansão era a sra. Dashwood, como também persuade a seu marido, o sr. Dashwood, para que este diminua a ajuda financeira que ele prometera a seu pai de amparar suas meio irmãs e a sra. Dashwood.

Após seis meses de tensão na mansão de Norland Park, mudam-se a sra. Dashwood com suas filhas, para o chalé alugado por elas, em Barton Park, após várias conjecturas de saber o que fazer naquela situação e para onde iriam, entre Elinor (a filha mais velha das Dashwood) e sua mãe, sendo muito bem recepcionadas por sir John a sra. Dashwood e suas três filhas.

Por fim, senhoras e senhores… Digo-lhes que é agora que esta estória realmente inicia! Pois, é na estadia do Chalé de Barton Park, onde mãe e filhas, estreitam amizade com o dono do Chalé (sir John), primo da sra. Dashwood, lady Middleton (esposa de sir John) e a mãe de lady Middleton, a extrovertida sra. Jennings.

É também em Barton Park, em que não só o romance entre Elinor, e o irmão de Fanny Ferras (a sra. John Dashwood), Edward Ferras ganha força, como também, surgem, a figura dos cavalheiros sr. Willoughby e o Coronel Brandom, na disputada conquista do coração da sentimental Marianne Dashwood.

Pronto! O terreno está preparado, e, grandes reviravoltas ainda vão ocorrer, uma vez que entre a razão e a sensibilidade, somente no fim do romance, é que as respostas das questões como, quem ficará com Marianne? Irá ela ficar sozinha? E o romance entre Edward e Elinor? Naufragará… Ou sobreviverá?, poderão então ser… respondidas.

Uma boa leitura à todos vocês, porque emoção neste romance é o que jamais faltará. 😉

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